Antes de qualquer coisa é
importante entendermos a escala que estamos trabalhando para delimitarmos e
projetarmos de maneira coerente e específica. Podemos intervir desde uma escala
de cidade e focando no planejamento urbano como a revitalização de zonas
portuárias, margens de rios, lagoas etc. Ou até uma micro escala como um
espelho d’água no interior de uma residência.
2° Lugar: Concurso de Ideias Requalificação e Renovação da Praia e Orla de Figueira da Foz e Buarcos / atelier RUA
A importância de saber
administrar essa escala se baseia na quantidade de informação que nos rodeia e
que devem ser levada em conta na hora de projetar. O projeto de larga escala
como a revitalização de partes da cidade apresenta uma complexidade da ordem de
infraestrutura, social, mobilidade entre outras, fazendo com que o desafio seja
adequar todos os pontos de maneira com que não se torne algo desconexo da
cidade e interagindo com outras áreas como da geografia, ciências sociais,
economia, etc. Da mesma forma, um pequeno projeto residencial possui certa
complexidade também pois criamos os espaços de trocas e relações das pessoas
que ali vão estar durante parte do dia.
Mas qual é a importância
da água nos nossos projetos?! São vários os pontos positivos para a inclusão
dela e eles também vão estar ligados pela escala e para qual função ela deverá
desempenhar. Podem servir tanto para a umidificação de uma região muito seca
como o Lago Paranoá como para funcionar em uma fonte num jardim japonês. O que
podemos afirmar é que a água traz movimento e simboliza a pureza por sua
transparência.
Jardim residencial
pinterest
É interessante como a água
pode dar valor a um determinado espaço ou construído ou natural. As pessoas
buscam a tranquilidade e o contato mais direto com esse que é um dos elementos
mais importantes da natureza, ou ao redor da piscina do sítio no final de
semana ou na fonte no centro de São Paulo. Dentro dos consagrados projetos de
arquitetura são vários os exemplos que poderíamos destacar que possuem essa
ligação com água, um dos clássicos é a casa da cascata de Frank Lloyd Wright
onde ela é erguida parcialmente sobre uma pequena queda de água, servindo-se dos
elementos naturais ali presentes.
Assim trazer a água para
os nossos projetos ou escolhermos locais onde ela já existe podem tornar o
resultado final muito melhor, potencializando o seu uso e criando uma atmosfera
diferenciada no entorno do mesmo. Pois arquitetura é isso, não simplesmente 4
paredes ou árvores espalhadas sem objetivos, é saber servir-se de todos os
recursos que nos é oferecido e incorporando os mesmos e potencializando nosso
projeto.




