segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Arquitetura, Cultura e Conservação




Fonte:http://www.memoriasdebento.com.br
Trabalhar com preservação e restauro nos remete diretamente a um tema principalmente ligado a cultura de um povo e sua história expressa por meio da arte, arquitetura entre outros. Esse tema pode ser remetido até os tempos antigos, a partir do século XV já são evidenciadas algumas intervenções nesse cunho cultural. Porém é no final do século XVIII que esse processo de recuperação começa a se sistematizar e de forma gradativa começa a se consolidar e passar por uma evolução da prática do restauro.


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A partir do momento da compreensão inicial desse campo do restauro e da conservação histórica de sítios, monumentos, edificações, etc. partimos para o entendimento de toda as variáveis que acontecem para que o mesmo seja objeto de estudo na atualidade e também num futuro próximo. Essas variáveis estão diretamente ligadas a cultura e aos processos culturais que de algum modo tendem a modificar o nosso meio criando pontos de dissuasão do modelo lógico de entendimento da realidade.

Um ponto de dissuasão pode tornar-se uma marca em determinada cultura, preservar esse momento ou retomá-lo depois de tempos são o motor que enriquecem a história de um determinado povo. Logicamente não precisa ser um fato atípico ou algo de riqueza inestimável que deva ser sempre preservado, o fato de algo ter importante significado para determinado tempo e dentro dos preceitos que a teoria do restauro já nos explica, já tem valor suficiente para o mesmo, ou seja, de início a necessidade primeira o que de determinada cultura deva ser preservada, como ela se organiza e como ela pode ser descrita.
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Assim, alguns desafios nos acompanham no nosso dever quanto arquitetos no momento do trabalho com o monumento histórico. O claro entendimento sobre a questão do processo cultural que permeia pelas veias de nossa sociedade. E isso não é um trabalho tão simples levando em consideração a quantidade de variáveis que nos estamos sujeitos, principalmente, no que tange a memória e história e a falta por vezes do documento histórico como fonte de consulta. Pois aquilo que apresenta-se como um potencial de preservação deve estar bem o apoiado por uma base documental.
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