Fonte:http://www.memoriasdebento.com.br
Trabalhar
com preservação e restauro nos remete diretamente a um tema
principalmente ligado a cultura de um povo e sua história expressa
por meio da arte, arquitetura entre outros. Esse tema pode ser
remetido até os tempos antigos, a partir do século XV já são
evidenciadas algumas intervenções nesse cunho cultural. Porém é
no final do século XVIII que esse processo de recuperação começa
a se sistematizar e de forma gradativa começa a se consolidar e
passar por uma evolução da prática do restauro.
Fonte:http://www.memoriasdebento.com.br
A
partir do momento da compreensão inicial desse campo do restauro e da
conservação histórica de sítios, monumentos, edificações, etc.
partimos para o entendimento de toda as variáveis que acontecem para
que o mesmo seja objeto de estudo na atualidade e também num futuro
próximo. Essas variáveis estão diretamente ligadas a cultura e aos
processos culturais que de algum modo tendem a modificar o nosso meio
criando pontos de dissuasão do modelo lógico de entendimento da
realidade.
Um
ponto de dissuasão pode tornar-se uma marca em determinada cultura,
preservar esse momento ou retomá-lo depois de tempos são o motor
que enriquecem a história de um determinado povo. Logicamente não
precisa ser um fato atípico ou algo de riqueza inestimável que deva
ser sempre preservado, o fato de algo ter importante significado para
determinado tempo e dentro dos preceitos que a teoria do restauro já
nos explica, já tem valor suficiente para o mesmo, ou seja, de
início a necessidade primeira o que de determinada cultura deva ser
preservada, como ela se organiza e como ela pode ser descrita.
Fonte:http://www.memoriasdebento.com.br
Assim,
alguns desafios nos acompanham no nosso dever quanto arquitetos no
momento do trabalho com o monumento histórico. O claro entendimento
sobre a questão do processo cultural que permeia pelas veias de
nossa sociedade. E isso não é um trabalho tão simples levando em
consideração a quantidade de variáveis que nos estamos sujeitos,
principalmente, no que tange a memória e história e a falta por
vezes do documento histórico como fonte de consulta. Pois aquilo que
apresenta-se como um potencial de preservação deve estar bem o
apoiado por uma base documental.
Fonte:http://www.memoriasdebento.com.br