quinta-feira, 12 de julho de 2018

Os caminhos de Pedra

fonte:http://www.caminhosdepedra.org.br/?page_id=405


Os caminhos de pedra nascem no barracão, atual bairro da cidade de Bento Gonçalves e local de instalação dos primeiros imigrantes que chegaram a região, antes denominada Colonia Dona Isabel. A partir desse ponto a única ligação com a colônia de Caxias se dava por meio da linha palmeiro, em decorrência disso, existiam inúmeros equipamentos ao longo dessa estrada, moinhos, ferrarias, serrarias, entre outros. Contudo com o estabelecimento de outras rodovias, essas estradas acabaram ficando no abandono.  


fonte:acervo pessoal


No início dos anos 90 surge um novo olhar para essa região. O projeto foi pensado pelo Eng. Tarcísio Vasco Michelon e pelo Arq. Júlio Posenato onde o mesmo teria como objetivo a preservação e valorização da cultura da imigração na cidade Bento Gonçalves. Após a investigação do interior da cidade percebeu-se que, principalmente a linha Palmeiro, possuía grande quantidade de edificações históricas e que se não fosse feito algo, todo aquele acervo poderia ser perdido. A proposta também contemplou mais tarde o resgate de todo o patrimônio cultural, não só o arquitetônico, envolvendo língua, folclore, arte, entre outros. Até ser declarado patrimônio histórico e cultural do RS em 2009.  


fonte:http://www.caminhosdepedra.org.br/?page_id=406


Esse é um projeto que além do resgate da história e da memória na cidade, também cria uma nova centralidade. Hoje os caminhos de pedra recebem cerca de 100.000 pessoas por ano em média, segundo informações disponibilizadas pela associação local. Nesse caso, fica claro aquilo que foi abordado dentro do texto na prática. A partir de um projeto idealizado por pessoas com uma sensibilidade para com a história e o patrimônio, aliado a um apoio político, tem-se um novo vetor que além de gerar renda a economia local traz um resgate da cultura e a valorização da mesma junto a todo público que ali passa.  


http://www.caminhosdepedra.org.br/?page_id=405




















segunda-feira, 9 de julho de 2018

Falimos novamente


     Deixamos de fazer direito aquilo que sempre soubemos fazer. Onde está o maior, a camisa pesada, aquele que sempre foi temido, odiado e venerado? Já não sabemos mais.

     Deixando um pouco de lado a arquitetura vou dar minha opinião sobre a "seleção" brasileira e seu futebol pífio e só o farei para daqui 4 anos repostar esse texto e confirmar minhas expectativas para a próxima edição da copa.
     Futebol sempre foi um negócio, isso não é nenhuma novidade. Porém o que nós vemos hoje em dia é uma verdadeira destruição cultural do futebol e dos clubes. Os campeonatos citadinos e regionais sofrem cada ano mais por essa máquina fantasiosa que transforma clubes em balcão de negócios de investidores, televisão, sonegadores e todo tipo de vagabundo que se alimenta da alegria das pessoas.



     Tentam copiar a todo custo o modelo de gestão europeu com arenas multiuso moderníssimas, verdadeiros centros de entretenimento com lojas, cinemas, restaurantes e pouco futebol. Esquecem infelizmente daquele que mais pode dar vida ao empreendimento ou seja o torcedor. O verdadeiro combustível de um clube, aquele que pegava sua almofadinha e seu radinho e seguia à cancha. Tomava sua cerveja, comia seu pastel, gritava, xingava e voltava para casa depois de mais um jogo. Hoje não consegue mais nem fazer a metade disso sem deixar um rim na saída do estádio.

     


Mas isso é o futebol contemporâneo, o futebol de vitrine, o modelo a ser seguido, pois no primeiro mundo é assim, pois bem, está aí o resultado preliminar. Clubes quebrados e que devem até as calças, estádio que parecem quadras de tênis, jogos pífios, pipoca a 15 conto! entre outros... Porém o mais grave ainda não é isso e sim a destruição da nossa matéria prima, ou seja, nossos craques.




     Onde estão os pequenos gênios da bola, os dribladores, a gurizada de faz fila no jogo, aquele guri que brinca com o adversário? 

     Já estão todos negociados, com contratos e empresários. Se não bastasse já o enfiam dentro de um padrão de jogo e comportamento em campo. Seguem o modelo europeu e moldam nossos craques para que se tornem apenas peças de um sistema. Criam um boneco e compram ele com seus super salários e depois que não servem mais o jogam numa vala. Se não bastasse toda essa corja de vagabundos, ainda temos a imprensa querendo nos enfiar goela a baixo falsos craques, jogadores que podem algum dia ter sido o diferencial mas que infelizmente entraram no zona de conforto. 

Ok e o que a seleção tem a ver com isso?

     Ela é a ponta do iceberg, o resultado final da porcaria de futebol que estamos produzindo. O espetáculo do povo agora é o motor da corrupção no esporte. Como montaremos um verdadeiro time se estragamos nossa matéria prima? Como ser campeão se o treinador tem olhar direcionado e interesses extra campo? Como ter uma unidade se os jogadores estão mais preocupados com as propagandas de TV? Eu não sei, mas tenho certeza que não é do jeito que o futebol se apresenta hoje.

Daqui 4 anos novamente os coronéis da bola destruirão nossa esperança, pois o que importa é o marketing e a ilusão. Tite e suas convicções furadas não resolverão o problema. Estamos fadados a mais um fracasso.


Não ao futebol moderno!