fonte:http://www.caminhosdepedra.org.br/?page_id=405
Os caminhos de pedra nascem no barracão, atual bairro da cidade de Bento Gonçalves e local de instalação dos primeiros imigrantes que chegaram a região, antes denominada Colonia Dona Isabel. A partir desse ponto a única ligação com a colônia de Caxias se dava por meio da linha palmeiro, em decorrência disso, existiam inúmeros equipamentos ao longo dessa estrada, moinhos, ferrarias, serrarias, entre outros. Contudo com o estabelecimento de outras rodovias, essas estradas acabaram ficando no abandono.
fonte:acervo pessoal
No início dos anos 90 surge um novo olhar para essa região. O projeto foi pensado pelo Eng. Tarcísio Vasco Michelon e pelo Arq. Júlio Posenato onde o mesmo teria como objetivo a preservação e valorização da cultura da imigração na cidade Bento Gonçalves. Após a investigação do interior da cidade percebeu-se que, principalmente a linha Palmeiro, possuía grande quantidade de edificações históricas e que se não fosse feito algo, todo aquele acervo poderia ser perdido. A proposta também contemplou mais tarde o resgate de todo o patrimônio cultural, não só o arquitetônico, envolvendo língua, folclore, arte, entre outros. Até ser declarado patrimônio histórico e cultural do RS em 2009.
fonte:http://www.caminhosdepedra.org.br/?page_id=406
Esse é um projeto que além do resgate da história e da memória na cidade, também cria uma nova centralidade. Hoje os caminhos de pedra recebem cerca de 100.000 pessoas por ano em média, segundo informações disponibilizadas pela associação local. Nesse caso, fica claro aquilo que foi abordado dentro do texto na prática. A partir de um projeto idealizado por pessoas com uma sensibilidade para com a história e o patrimônio, aliado a um apoio político, tem-se um novo vetor que além de gerar renda a economia local traz um resgate da cultura e a valorização da mesma junto a todo público que ali passa.
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