quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Retrospectiva



Esse foi o ano dos anos. Depois de uma grande jornada na UCS, enfim venci o curso de Arquitetura e Urbanismo. Aqui vou apresentar um apanhado geral do que foi trabalhado após a formação acadêmica. Mas antes vamos analisar essa imagem, olha que legal os trabalhos queimando, que momento, só me arrependo de não ter jogado a maquete também...


O início da jornada começa, lógico, com a festa e reunião dos amigos. Além disso, tivemos a oportunidade de ver o baita show do pessoal da Cuscobayo, se você não escutou ainda, sugiro que comece logo.


Logo de cara, o primeiro desafio foi a reformulação da fachada da loja Pisos & Cia, se adequando as novas normas de publicidade da cidade.


O cinza foi trabalhado na pintura e houve a padronização da textura que antes se dividia em azulejos e reboco pintado. A opção pela nova cor veio para trazer o contraste junto ao banner superior, criando com isso o enfoque em futuras propagandas que sejam feitas e as que já são existentes. Do mesmo modo, a cor escura foi trabalhada na lateral da empresa para assim criar o emolduramento e fechamento da mesma. Trazendo assim o olhar do pedestre e de quem passa no local para a loja.


Logo após o primeiro trabalho, vem a necessidade da criação de uma marca para os projetos e um local para o trabalho. Inicia-se então a busca pelo espaço para sede do Escritório X.


Resolvida a questão do lugar, inicia-se a reforma do mesmo. Básica e prática, assim como pretendemos trabalhar, extraindo o máximo com o mínimo.


Aos poucos vamos trabalhando a parte interna e também a externa. Criar um ambiente agradável é o foco principal.


Em breve as portas estarão abertas para receber a todos, clientes, amigos, familiares, etc. O espaço não se resume a trabalho, mas também a diversão e troca de ideias.

Ainda, durante esse processo o trabalho não parou, além dos projetos formais do dia dia, resolvemos provocar, criar ideias e proporcionar ao público em geral um novo modo de ver a cidade e o espaço construído através da arquitetura e urbanismo.


Como eu sempre falo, estamos aqui para provocar o público. Enquanto não discutirmos arquitetura fora do ambiente acadêmico, estaremos reféns das atrocidades que vemos nas nossas cidades.


Nós podemos mudar nossas cidades, mas precisamos primeiro sair de dentro de nós mesmos.

Confira mais dos nossos projetos no site e no instagram.


https://arquitetosx.wixsite.com/escritoriox/
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Um feliz ano novo a todos!















sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Parabéns !

Croqui de Oscar Niemeyer, Casa das Canoas.

Para celebrar o dia do arquiteto e urbanista, selecionei alguns projetos que sempre me inspiraram. Lembre-se que inspirar-se não quer dizer copiar, mas sim, entender o projeto em sua forma mais pura que é o conceito e toda sua complexidade.

FAU-USP (1962-1969) - Vilanova Artigas

Pinacoteca de São Paulo -Paulo Mendes da Rocha

Igreja São Bonifácio / Hans Broos


Aeroporto de Montevideo - Rafael Viñoly

Edifício Panamericano - Raul Sichero

Casa Comiotto - Santino Lovera

Masp - Lina Bo Bardi

REFUGIO EN FINCA AGUY - MAPA


Cada modo de pensar é único, cada forma de representar é único, cada forma de ver o mundo é único. A expressão cultural das pessoas é o que torna vivo aquilo que é estático. Arquitetura não são quatro paredes e um telhado, arquitetura são  respostas as complexidades da vida. Paramos de caminhar pela terra, desenvolvemos hábitos, criamos programas, modificamos materiais, transformamos o meio, nos reinventamos. A arquitetura está mais presente do que você imagina na sua vida.



Em breve os urbanos ...

























quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Paisagem Urbana - A estação férrea está em crise

Fonte: Memórias de Bento

     Neste pequeno texto, quero trazer alguns pontos de vista para que possamos discutir o que queremos para as nossas cidades. Trataremos da paisagem urbana, aquela vinculada a memória, ou seja, aquilo que temos na lembrança da nossa cidade, dentro do contexto da estação férrea de Bento Gonçalves. A estação foi um grande vetor de desenvolvimento da cidade e encontra-se num ponto estratégico do município. A presença de turistas circulando pelo local é grande, devido a própria estação que hoje promove passeio com a maria fumaça, porém esses vem e vão e nós moradores permanecemos.


        Dentro desse contexto urbano local, sempre considerei a estação um nó de ligação dos mais diferentes pontos da cidade. Pelo eixo norte-sul da própria ferrovia, pelas escadas ao longo dos pontos e pelos caminhos criados das próprias pessoas que cruzavam a área. O sítio plano sempre realçou os prédios históricos da região e a visibilidade trazia mais segurança ao caminharmos pelos passeios do entorno. 
        Essas lembranças estão diretamente ligadas a memória dessa região, não só minha mas provavelmente de toda população do entorno. Todo potencial que essa área possui vai aos poucos sendo apagado em decorrência da falta de sensibilidade e de critérios de intervenção corretos.


        De que adianta agradarmos aos turistas que estão dentro da área e darmos as costas as pessoas que caminham pelo seu entorno? Além é claro do bloqueamento dos caminhos que cruzavam a estação. 


       Reconheço que houveram melhorias e da importância de tal equipamento como vetor turístico da cidade, contudo, são esses os momentos em que devemos ter cautela (euforia econômica parcial) pois a vontade de algumas pessoas não pode interferir num contexto urbano de preservação. Já houveram perdas lastimáveis no entorno e devemos estar atentos, não só as edificações, mas também a paisagem que estamos perdendo. 


     E eis que agora começam a aparecer cercas em diversos pontos da estação e começo a me perguntar se é mesmo o que estou pensando que ira acontecer. A sequencia das imagens demostra a clara modificação na paisagem, porém mais grave que isso seria limitar e bloquear o acesso a essa importante área aberta da cidade ( o que já está ocorrendo).


     Sinceramente quero acreditar que essas telas instaladas tenham uma boa justificativa para ali estarem e que sejam provisorias, do contrário, essa é mais uma batalha que perdemos no campo do urbanismo e na gestão dos espaços abertos na nossa cidade. 




       Finalizo com uma foto montagem da área que realizei dentro do meu trabalho de conclusão e não estou aqui para dizer que é isso que deve ser feito, mas sim, que já passou da hora do poder público olhar para essa área como um potencial parque urbano e entregar de volta para todos nós a área da estação férrea.

Onde estão os Arquitetos e Urbanistas da cidade?

Onde estão as entidades do setor?

Onde esta a prefeitura? 

Onde...