segunda-feira, 17 de julho de 2017

Experiências: Espaço Mínimo

Com certeza uma das matérias mais completas que cursei na universidade foi a eletiva, Espaço Mínimo, nela precisavamos criar um espaço compacto com o mínimo que precisamos para poder habitá-la de forma digna. Além disso o programa deveria levar em conta as dificuldades impostas pelo sítio escolhido, no meu caso e da minha colega e namorada Aline foi o Pontal de Tapes, onde não existe estrada nenhuma até o local e o único modo de chegar ao mesmo são com pequenas embarcações.



São quatro as questões que são abordadas com o projeto, aliar forma, função, estrutura e lugar através de um espaço mínimo ou seja projetar em um espaço reduzido arquitetura.  O desafio de criar uma pequena casa onde não exista espaço residual e num lugar de restrito acesso, faz com que para o projeto seja utilizado a modulação de materiais pré fabricados e adaptados a uma função de menor dimensão pois deve-se conceber minimamente o espaço. 


O porte do projeto nos dá a segurança e a confiança do problema proposto ter sido resolvido pois temos o controle do transporte à montagem, do fornecimento de energia à eliminação dos resíduos. Digamos que pensamos de modo completo tudo, o que por vezes é raso quando queremos resolver programas extensos nas disciplinas de projeto ao longo do curso.


E por fim, não menos importante, essa foi um experiência única não apenas de projeto mais sim de trabalhar diferente. Não só escolher e visitar o lugar mas também de permanecer no mesmo, de caminhar, investigar e olhar cada ponto de modo diferente, compartilhar diferenças, molhar as canelas, encher o tênis de areia, tomar uma cerveja e comer um peixe, etc.


Segue a lista dos desbravadores:

João Pedro Signor, Daniel Reimann, Aline Retore, Adriele Parente, Larissa Guerra, Sabrina Monaretto, Natália Viapiana, Gisele Cattani, Rafael Baumann e Juliane Millani.

domingo, 9 de julho de 2017

A historia por trás de uma imagem



Muitos devem estar pensando, `Quem são esses loucos?` ou ` Outra festa junina` mas não, o sorriso e a cara de felicidade de cada uma dessas pessoas representa algo maior e que apenas elas poderiam explicar. Foram 6, 7, 8, 13 anos de faculdade, cada um no seu tempo porem todos no mesmo barco, o da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Se engana quem pensa que a faculdade é essa festa, geralmente ao invés de sorrisos vemos caras serias e focadas, não existe tempo para muita coisa a não ser fazer os trabalhos e correr contra as horas. Cansei de ver pessoas desabar por conta de trabalhos e pressões, ou de métodos que por vezes se tornam duvidosos. Mas aqui estamos nós, dessa vez vencemos, agora quem queima é o TCC, as maquetes e todo o peso dos anos de curso.

Agora estamos livres então?! Tenho minhas duvidas, apesar de tanta pressão aprendemos a conviver com ela, cada um do seu jeito, alguns choram, alguns gritam, alguns zoam e outros desistem. Eu me encaixo na turma do Zoeira sem limites, aprendi que rir e poder fazer alguém sorrir nesses momentos tenebrosos das entregas é tão gratificante quanto uma nota positiva. 



Encerro esse pequeno relato com uma das montagens que representam essas noites de trabalho, apesar da hora, de todo o stress e correria a zoeira não podia acabar então chamei eles para a foto, o fantasma no TCC, Jesus e o Le Corbusier peladão.

O que será daqui pra frente? Ainda não sei mas de uma coisa tenho certeza, A ZOEIRA NUNCA ACABARA!