Com certeza uma das matérias mais completas que cursei na universidade foi a eletiva, Espaço Mínimo, nela precisavamos criar um espaço compacto com o mínimo que precisamos para poder habitá-la de forma digna. Além disso o programa deveria levar em conta as dificuldades impostas pelo sítio escolhido, no meu caso e da minha colega e namorada Aline foi o Pontal de Tapes, onde não existe estrada nenhuma até o local e o único modo de chegar ao mesmo são com pequenas embarcações.
São quatro as questões que são
abordadas com o projeto, aliar forma,
função, estrutura e lugar através de um espaço
mínimo ou seja projetar em um espaço reduzido arquitetura. O desafio de
criar uma pequena casa onde não exista espaço residual e num lugar de restrito
acesso, faz com que para o projeto seja utilizado a modulação de materiais pré fabricados e
adaptados a uma função de menor dimensão pois deve-se conceber minimamente o
espaço.
O porte do projeto nos dá a segurança e a confiança do problema proposto ter sido resolvido pois temos o controle do transporte à montagem, do fornecimento de energia à eliminação dos resíduos. Digamos que pensamos de modo completo tudo, o que por vezes é raso quando queremos resolver programas extensos nas disciplinas de projeto ao longo do curso.
E por fim, não menos importante, essa foi um experiência única não apenas de projeto mais sim de trabalhar diferente. Não só escolher e visitar o lugar mas também de permanecer no mesmo, de caminhar, investigar e olhar cada ponto de modo diferente, compartilhar diferenças, molhar as canelas, encher o tênis de areia, tomar uma cerveja e comer um peixe, etc.
Segue a lista dos desbravadores:
João Pedro Signor, Daniel Reimann, Aline Retore, Adriele Parente, Larissa Guerra, Sabrina Monaretto, Natália Viapiana, Gisele Cattani, Rafael Baumann e Juliane Millani.




