Deixamos de fazer direito aquilo que sempre soubemos fazer. Onde está o maior, a camisa pesada, aquele que sempre foi temido, odiado e venerado? Já não sabemos mais.
Deixando um pouco de lado a arquitetura vou dar minha opinião sobre a "seleção" brasileira e seu futebol pífio e só o farei para daqui 4 anos repostar esse texto e confirmar minhas expectativas para a próxima edição da copa.
Futebol sempre foi um negócio, isso não é nenhuma novidade. Porém o que nós vemos hoje em dia é uma verdadeira destruição cultural do futebol e dos clubes. Os campeonatos citadinos e regionais sofrem cada ano mais por essa máquina fantasiosa que transforma clubes em balcão de negócios de investidores, televisão, sonegadores e todo tipo de vagabundo que se alimenta da alegria das pessoas.
Tentam copiar a todo custo o modelo de gestão europeu com arenas multiuso moderníssimas, verdadeiros centros de entretenimento com lojas, cinemas, restaurantes e pouco futebol. Esquecem infelizmente daquele que mais pode dar vida ao empreendimento ou seja o torcedor. O verdadeiro combustível de um clube, aquele que pegava sua almofadinha e seu radinho e seguia à cancha. Tomava sua cerveja, comia seu pastel, gritava, xingava e voltava para casa depois de mais um jogo. Hoje não consegue mais nem fazer a metade disso sem deixar um rim na saída do estádio.
Mas isso é o futebol contemporâneo, o futebol de vitrine, o modelo a ser seguido, pois no primeiro mundo é assim, pois bem, está aí o resultado preliminar. Clubes quebrados e que devem até as calças, estádio que parecem quadras de tênis, jogos pífios, pipoca a 15 conto! entre outros... Porém o mais grave ainda não é isso e sim a destruição da nossa matéria prima, ou seja, nossos craques.
Onde estão os pequenos gênios da bola, os dribladores, a gurizada de faz fila no jogo, aquele guri que brinca com o adversário?
Já estão todos negociados, com contratos e empresários. Se não bastasse já o enfiam dentro de um padrão de jogo e comportamento em campo. Seguem o modelo europeu e moldam nossos craques para que se tornem apenas peças de um sistema. Criam um boneco e compram ele com seus super salários e depois que não servem mais o jogam numa vala. Se não bastasse toda essa corja de vagabundos, ainda temos a imprensa querendo nos enfiar goela a baixo falsos craques, jogadores que podem algum dia ter sido o diferencial mas que infelizmente entraram no zona de conforto.
Ok e o que a seleção tem a ver com isso?
Ela é a ponta do iceberg, o resultado final da porcaria de futebol que estamos produzindo. O espetáculo do povo agora é o motor da corrupção no esporte. Como montaremos um verdadeiro time se estragamos nossa matéria prima? Como ser campeão se o treinador tem olhar direcionado e interesses extra campo? Como ter uma unidade se os jogadores estão mais preocupados com as propagandas de TV? Eu não sei, mas tenho certeza que não é do jeito que o futebol se apresenta hoje.
Daqui 4 anos novamente os coronéis da bola destruirão nossa esperança, pois o que importa é o marketing e a ilusão. Tite e suas convicções furadas não resolverão o problema. Estamos fadados a mais um fracasso.
Não ao futebol moderno!




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