Nossas
cidades estão doentes, percebemos isso logo ao caminharmos por elas.
Algumas melhores, outras piores, mas no geral todas apresentam os
mesmos sintomas, a falta de arquitetos e de planejamento. Uma cidade
é um organismo vivo assim como nós,
e
por conta disso merece o seu devido cuidado.
Gosto
muito dessa analogia entre as cidades e as
pessoas.
Ambos precisam de alguém que lhes acompanhe, o médico
que cuida da criança
e acompanha seu desenvolvimento, o arquiteto que cuida da cidade e
propõe
o
mesmo.
Ambos trabalham em equipe seja o médico
com os enfermeiros, técnicos,
bioquímicos
ou o arquiteto e os engenheiros, sociólogos,
geógrafos
etc. Ambas criaturas
podem adoecer e são eles que podem tratá-las
e oferecer a chance da recuperação
e
é
nesse
ponto
que algo não acontece nas nossas cidades.
Há
antes de tudo um problema de gestão pública
e planejamento pois as pessoas ainda não percebem a cidade como algo
que precisa de tantos cuidados como um ser vivo. Nada pode ser feito
ou curado de um dia para outro. Um
bairro que tornou-se inseguro e com problemas estruturais não mudará
da noite para o dia assim como a pessoa que fraturou uma parte do
corpo provavelmente não se recuperará
sozinha.
Precisamos
de arquitetos e urbanistas nos órgãos públicos, precisamos de
arquitetos que pensem a cidade, que trabalhem em conjunto, que pensem
além do seu umbigo. Enquanto caminharmos por lados contrários
continuaremos nesse estado de letargia
e enquanto nos médicos da cidade estivermos assim, nossas cidades
continuarão sangrando, até
o momento do seu falecimento.
Precisamos
falar mais sobre Arquitetura, sobre Urbanismo, sobre cidades.
Precisamos
ser mais Arquitetos e Urbanistas!



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