sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Arquitetos e Urbanistas: Os médicos da cidade


     Nossas cidades estão doentes, percebemos isso logo ao caminharmos por elas. Algumas melhores, outras piores, mas no geral todas apresentam os mesmos sintomas, a falta de arquitetos e de planejamento. Uma cidade é um organismo vivo assim como nós, e por conta disso merece o seu devido cuidado.

     Gosto muito dessa analogia entre as cidades e as pessoas. Ambos precisam de alguém que lhes acompanhe, o médico que cuida da criança e acompanha seu desenvolvimento, o arquiteto que cuida da cidade e propõe o mesmo. Ambos trabalham em equipe seja o médico com os enfermeiros, técnicos, bioquímicos ou o arquiteto e os engenheiros, sociólogos, geógrafos etc. Ambas criaturas podem adoecer e são eles que podem tratá-las e oferecer a chance da recuperação e é nesse ponto que algo não acontece nas nossas cidades.



     Há antes de tudo um problema de gestão pública e planejamento pois as pessoas ainda não percebem a cidade como algo que precisa de tantos cuidados como um ser vivo. Nada pode ser feito ou curado de um dia para outro. Um bairro que tornou-se inseguro e com problemas estruturais não mudará da noite para o dia assim como a pessoa que fraturou uma parte do corpo provavelmente não se recuperará sozinha.



     Precisamos de arquitetos e urbanistas nos órgãos públicos, precisamos de arquitetos que pensem a cidade, que trabalhem em conjunto, que pensem além do seu umbigo. Enquanto caminharmos por lados contrários continuaremos nesse estado de letargia e enquanto nos médicos da cidade estivermos assim, nossas cidades continuarão sangrando, até o momento do seu falecimento.

Precisamos falar mais sobre Arquitetura, sobre Urbanismo, sobre cidades.


Precisamos ser mais Arquitetos e Urbanistas!

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